Quarta-feira, Junho 09, 2004

AQUARELA

Ainda falando de Orkut participando dos fóruns Anos 80 e The Wonder Years, chegou uma hora que não conti a nostalgia e passei a baixar capítulos da série Anos Incríveis. Até agora estou com uns 7 capítulos no HD.

Para aumentar mais o clima de "relembrando o passado longiquo", recebi um e-mail com a seguinte animação em Flash:

Aquarela

Me lembrou aquele comercial da Faber-Castell, que eu adorava. Me lembrou também a época que eu estudava no Coração de Jesus e tivemos que fazer uma certa coreografia para essa música. Ficou brega, mas me traz boas lembranças!

Então cliquem ali no link e segue a letra da música

Aquarela
Toquinho - Vinicius de Moraes - M. Fabrizio - G. Morra

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo,
E se a gente quiser ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).